Última chance de participar do Brasil Fashion Designers 2012

Participar de um concurso na área de design pode ser desafiador e até assustador. Porém, muitas vezes sua ideia pode ser alvo de grande admiração e você ainda pode ser premiado por isso. O Brasil Fashion Designers visa revelar novos talentos de criadores de moda dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Por conta de solicitações, a organização do evento resolveu adiar o prazo para envio da documentação do concurso que terminava em 30/04 para 07/05, sendo também adiado o prazo para conclusão do desenho teste que terminava em 18/05 e agora se encerra em 25/05.

Um dos estudantes de Design de Moda da Univali já venceu esse concurso e conta um pouco sobre sua grande experiência.

João Carlos Santos Lopes vencedor do Brasil Fashion Designers 2010.

João Carlos Santos Lopes

Inquieto, curioso e perspicaz, João Carlos preferiu arriscar a ouvir opiniões alheias e aos 19 anos venceu o primeiro concurso de moda em que participou – o Brasil Fashion Designers Sul, em agosto de 2010.

Ainda criança o estudante de design de moda já demonstrava interesse por assuntos relacionados à estética e design, “eu gostava muito da parte de interiores, decoração, eventos. Meus pais tinham uma loja com estúdio fotográfico, e um arsenal de fantasias e coisas para fotografia. Eu gostava de fazer as vitrines, mexer com a cenografia, a produção das fotos”, conta João. Aos 15 anos ganhou seu primeiro prêmio: a melhor decoração natalina de sua cidade de origem, Itapeva, São Paulo.

Depois de terminar o ensino médio, pensou em cursar arquitetura ou design de interiores, mas uma visita a Balneário Camboriú o fez descobrir a Univali e o curso de Design de Moda. Já nos primeiros meses dentro da universidade, João Carlos se destacava pela exuberância de seus trabalhos acadêmicos, e isso chamou a atenção dos professores. “Soube do Brasil Fashion Designers através da professora Mônica. Na época ela ministrava algumas disciplinas e já conhecia um pouco dos meus trabalhos, que eram bem chamativos e exagerados, e me incentivou a participar do concurso”, relata o estudante.

Decidiu participar do desafio e enviou seus desenhos sem muita esperança, “foi de ultima hora e eu nunca pensei que daria certo”, afirma João. Quando o resultado saiu, e o acadêmico descobriu que estava selecionado entre os 10 finalistas, se espantou, “e agora, o que eu vou fazer?”. Mas o futuro designer teve apoio da universidade, e com o auxilio de professores e colegas, confeccionou os dois modelos de vestuário exigidos pela organização do concurso.

01. Porque se inscreveu no concurso? O que esperava do mesmo?
Foi tudo uma surpresa, eu nunca tinha nem lido sobre eventos de moda, tinha acabado de entrar na faculdade. Durante a participação, tinha ido a uma edição do Balneário Fashion Show com a Prof.ª Mônica, e ela me deu algumas dicas sobre passarela, como iria funcionar no concurso.

02. Como foi sua participação no BFD?
O desfile foi em 10 de agosto, passei as férias de julho confeccionando os vestidos. Tinha lido algumas coisas sobre jeans antes do concurso e me interessei sobre a produção na região. Juntei o jeans às referencias antigas de Blumenau, àqueles exageros. E depois veio a ideia do zíper, que não foi planejado, foi decidido em cima da hora. Foi minha mãe quem me incentivou a fazer o vestido da maneira como eu pensava, “se você não errar, não vai saber como é a maneira correta”, dizia ela. Inspirei-me muito no Galliano, que usa muito exagero, referências teatrais. E no fim, tudo deu certo.

 03. Como foram os processos de criação, produção e seleção no concurso? O evento custeou tudo?
Tive gastos com a costureira e com o zíper, o resto o evento deu. Depois da inscrição e entrega do desenho, foram selecionados 10 finalistas e houve o desfile. Depois que já tinha sido selecionado, um dos jurados me disse que não sabia como eu tinha sido escolhido, por meu desenho ter sido horroroso, mas depois ter se transformado em um vestido lindo.
Acho que muita coisa me ajudou, o teatro, o tamanho do vestido, o impacto que ele causou ao sair de uma cortina vermelha no desfile, o cabelo, a maneira como as modelos desfilaram. Resumindo, era um vestido de gala antigo feito de brim com zíper grande, em uma música meio eletrônica. No fim, tudo se encaixou.

Um dia falaram para mim que foi tudo muita sorte. Acredito que se foi sorte, deu certo. Não tenho do que reclamar.

04. Sobre a premiação, como foi a viagem a SP, e o curso sobre denim?
A viagem à São Paulo foi muito boa, tive outra visão da cidade a partir do acompanhamento de um profissional de moda. Não olhava para monumentos, para as artes. Com o acompanhamento de Ricardo Gomes, responsável pelo BFD, conheci os pontos turísticos da cidade, os principais monumentos, referências visuais. A partir disso me interessei sobre pesquisa de tendências, por exemplo, viajar a outros países e pesquisar nas ruas.
O curso sobre o jeans foi incrível, conheci como é produzido e escolhido o algodão. Passei pelo algodão, pela fiação, corte do tecido, tingimento, lavagem. A especialização do curso era na parte de lavanderia, bater calça jeans com pedra, calcário. Até hoje tenho a calça que produzi.

05. O que o evento mudou em sua vida pessoal e profissional?
Desde que entrei na faculdade mudou muita coisa. Mudou minha perspectiva em relação ao mercado. Tudo deu um “plus” à faculdade. Vou me formar com uma bagagem grande em função dos concursos e também de um maior contato com os professores. Na universidade aprendemos o embasamento das coisas, e para colocar em prática já é outra área, são coisas distintas. O interessante é você saber juntar os dois. Atualmente estou em estágio, que dá outra visão também.

06. Qual impacto/relevância de um evento como este para um acadêmico de moda?
Acho muito legal eu ter participado do SCMC, BFD sul, e alguns da região. Querendo ou não, são profissionais da área que julgam. O conhecimento que adquirimos é o mais válido. Há uma intensificação de conhecimento, ao mesmo tempo em que estava à noite na aula, de manhã estava fazendo um vestido. Estava em contato com a modelista, com a área de desfile para fazer a trilha sonora, depois tinha reunião para resolver o acessório de cabelo.

07. Você recomenda a outros estudantes participarem do BFD, e outros eventos relacionados à moda?
Creio que todo e qualquer evento de moda e design ajude os estudantes a terem maior domínio e maiores possibilidades perante o mercado, auxiliando expandir suas relações extracurriculares e aumentando seu contato com profissionais renomados da área de moda. Serão suas tentativas de acertarem que farão dele um profissional. Então, recomendo que todos devam seguir seus intuitos, criarem por si só, desenvolver… Resolver os problemas seguindo orientação de nossos professores sem deixar que a opinião deles sejam maiores que nossos desejos, assim vamos conquistando nossa bagagem, nosso conhecimento.

08. Participou de outros concursos depois do BFD?
Participei do SCMC ano 6, em 2011. Hoje acredito que me faltou muita maturidade na época. Era muita informação, e eu estava no primeiro ano da faculdade. Também assumi o camarim do BFS há três edições.

09. Quais seus planos em relação a sua carreira após a conclusão do curso?Não defini ainda meu futuro profissional. Quero fazer alguns cursos fora, de especialização. Tenho alguns em mente, mas nada certo ainda. Tudo na vida é contato, tenho algumas pessoas em quem posso confiar que já me indicaram algumas coisas. Gosto muito da área de calçados, vestuário e luxo.

João Carlos e as modelos que desfilaram suas criações no Brasil Fashion Designers 2010
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